* Por Thiago Lima (Imperatriz)

A passagem do técnico Paulinho Kobayashi não foi como a diretoria, torcida e imprensa imperatrizense imaginavam.  Paulinho foi contratado por ter feito um bom trabalho no São José no estadual 2017 e ter sido campeão piauiense com o Altos, time do interior daquele estado. Como também, soma-se a isso a certificação que Paulinho obteve por meio dos cursos ministrados pela CBF como a Licença Pró. Tal licença será cobrada muito em breve para os técnicos poderem exercer sua profissão no país.

Em resumo o trabalho feito por Kobayashi em seus treinamentos eram atualizados que priorizavam a posse de bola, e troca de passes rápidos. Treinamentos em campo reduzido, treinamentos à parte e separados de defesa, meio campo e ataque. Enfim, era visível que seus treinamentos estavam alinhados com a modernidade praticada no futebol hoje.

Entretanto, não se conseguia visualizar na prática o que era trabalhado nos treinos durante os jogos. O que se viu foi um time sem padrão tático definido, muito frágil na marcação no meio campo, com apenas o jovem e inseguro volante Mateus Ferreira (prata da casa) marcando no meio. Sendo que Daniel Barros, Balão Marabá e Rubens sem característica de marcação, assim, o meio de campo ficava vulnerável.

Além disso, houve uma insistência cega nas laterais direita e esquerda com jogadores indicados por Paulinho Kobayashi: Vinícius na lateral direita e Jefferson Abreu na lateral esquerda. Sendo que Renan e Gabriel Paulinho sempre demonstraram nos treinos um melhor futebol que os dois citados acima. A torcida não entendia o porquê disso, pois no discurso do treinador a ênfase era falar quem estava melhor e se destacando nos treinamentos ganharia sua posição no time.

Em suma, o que ficou latente é que de fato Paulinho Kobayashi é um treinador atualizado, boa pessoa, bom caráter. O estilo de jogo de Paulinho tem como referência recente o time do Audax-SP. Mas o seu trabalho, estilo de jogo não foi assimilado pelos jogadores do Imperatriz.

Como também, não assimilou como joga os times no futebol do Maranhão. Nosso futebol é pegado e corrido e não se viu o time do Imperatriz combater, mostrar disposição, a tão famosa raça nem jogando no Frei Epifânio. Assim, a derrota para o São José foi a gota d água que culminou com a demissão de Kobayashi. Pois, a torcida do Cavalo é fanática, porém muito exigente e não tolera derrota sem luta, sem vender a derrota cara… Porque a derrota foi doída muito mais pela forma apática que o time se apresentou naquela noite.

Creio que Paulinho Kobayashi fará bons trabalhos futuramente, pois tem potencial para isso. Num clube sem apelo popular, o seu estilo de jogo é mais fácil de ser implantado. Agora num time com torcida, geralmente a torcida não costuma esperar…  Aqui na SID não deu certo, paciência! Futebol tem dessas coisas.

Agora vem Vinícius Saldanha que está longe de ser unanimidade entre os torcedores. É uma aposta da diretoria. Que pelo cenário atual vivido há uma grande semelhança com o cenário em que Vinícius Saldanha assumiu o time em 2015 e culminou com o título maranhense daquele ano. Se a história se repetirá, só o tempo dirá!

Saudações Cavalinas!

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