Evidente que não há como comparar a história do Náutico com a do Cordino. Nem nos alongaremos nisso. Analisemos os números que entrarão em campo nesta quarta.

Segundo informações fidedignas, a folha salarial do Cordino gira em torno de R$65.000,00/ mês. Pelo que se ouve de Pernambuco, a folha do Timbu gira em torno de R$180.000,00. Este, passou com dificuldade pela Pré Lampions contra o Itabaiana (que no ano passado declarou folha de R$130.000,00). E empatou com o Altos (não declara folha, mas admite redução de 30% com relação ao ano passado) em casa por 2 a 2 na primeira rodada do regional. O alvirrubro tomou 3 a 0 do Central (folha de R$100.000,00), ganhou do América (folha de R$100.000,00) por 3 a 2, no último lance e, no ultimo domingo empatou em 1 a contra o Vitória das Tabocas (folha de R$100.000,00).

Portanto, dar um calor no Náutico não seria algo impensável.

Aí o leitor mais afobado dirá: mas o Náutico ganhou do Sport, que tem folha de R$3.400.000,00/mês. Sim! E é justamente por aí que passa o caminho da classificação do Cordino.

Do que se acompanhou do Náutico até agora sabe-se que a equipe pernambucana tem grande dificuldade de propor o jogo e, não por coincidência, conseguiu sua vitória mais expressiva no ano quando enfrentou adversário bem superior, recolhendo-se em seu campo e partindo para os contra-ataques. Dos cinco confrontos onde era o favorito, em tese, somente conseguiu confirma-lo em um, contra o América.

Esta, portanto, pode ser a arma do Cordino para o confronto da quarta-feira: entregar a bola para o Náutico.

Ora, num campo de dimensões bem maiores que o do Leandrão, com menos pressão das arquibancadas e sendo o franco atirador da partida, não há motivos para o Cordino partir pra cima do rival pernambucano. Um golzinho basta para avançar de fase e, assim como ele pode ser marcado aos 5 da etapa inicial, pode acontecer no finalzinho do segundo tempo, numa jogada aérea.

Até porque, se alguém entra pressionado para este confronto é o Náutico. Com ambições muito maiores que o Cordino, o alvirrubro necessita desesperadamente das premiações da Copa do Brasil para pagar folha atual (três vezes maior que a do Cordino) e poder contratar reforços para disputar a Série C como algo além de mero coadjuvante. Durante o jogo, o fio da pressão certamente virará e o nervosismo pernambucano se revelará, pois um gol sofrido alterará significativamente a sua temporada. A tendência vai ser se retrair ainda mais.

E ainda vale destacar que o Náutico tem um histórico recente de eliminações na primeira fase da Copa do Brasil para equipes de menor porte do Nordeste: foi assim ano passado, diante do Guarani de Juazeiro (1×0) e em 2016 contra o Vitória da Conquista.

Então, Cordino, fica a dica: Deixa o Náutico jogar. Qualidade individual para definir o jogo em um lance a equipe de Barra do Corda tem. E a final do primeiro turno do maranhense 2017 ilustra bem este raciocínio.

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