Quatro meses após o início da trajetória na Série C, o Sampaio Corrêa chega ao ponto fulcral da competição, as quartas de final, as partidas eliminatórias que dão ao vencedor a possibilidade de fazer parte o seleto grupo dos 40 melhores times do país no ano de 2018.

Desde a estreia vitoriosa diante do maior rival, por 2 a 1, em 13 de Maio, muita coisa mudou no Tubarão. O time que iniciou a trajetória tricolor no certame era composto por: Alex Alves; Roniery, Fredson, Maracás e Esquerdinha; Diego Silva, Diego Valderrama, Marlon, Hiltinho e Uillian; Célio. No banco de reservas, o técnico Francisco Diá contava com Jean; Zé Aquiraz, Alex, Silas, Felipe Marques, César Sampaio e Ricardo.

Não fosse mais uma confusão envolvendo o departamento jurídico do Tricolor às vésperas de uma partida decisiva (que não conseguiu dar efeito suspensivo a uma decisão que acrescentou um jogo de suspensão ao volante Diego Silva na quinta feira), teríamos 6 dos titulares da primeira partida neste duelo que se avizinha.

Entretanto, o Camisa 7 será desfalque de última hora e provavelmente cederá lugar a Zaquel. Os titulares para o  partida devem ser: Alex Alves; Pedro Costa, Odair Lucas, Maracás e Esquerdinha; Zaquel, Valderrama, Fernando Sobral e Hiltinho; Felipe Marques e Isaac.

Mas antes dessa querela, a semana já havia começado agitada nos bastidores… Logo na segunda-feira o vice-presidente de futebol do Voltaço já se dirigiu à Comissão de Arbitragem da CBF fazendo aquela famosíssima pressão pré jogo nos árbitros do confronto. Talvez em retaliação ao discurso do Presidente da FMF que quando do sorteio dos Grupos da Copa do Nordeste declarou entusiasmado apoio à reeleição de Marco Polo Del Nero para o comando da entidade que toca o futebol tupiniquim.

E vêm do quadro FIFA aqueles que terão a incumbência de passar despercebidos: Ricardo Marques Ribeiro (MG) será o homem de preto (dificilmente será preto por conta dos uniformes dos competidores, apostamos na cor azul para esta oportunidade).

No campo, o Volta Redonda, de campanha invicta em casa, com o mesmo número de gols marcados que o Sampaio, apostará suas fichas no competente setor ofensivo, liderado por Dija Baiano, ainda que o “professor” Felipe Surian não tenha divulgado a formação que se alinhará para a execução do hino nacional.

Cauteloso sobre a velocidade do Tricolor, tal qual na biologia, o Aurinegro usará do veneno adversário para formular o antídoto. Afora o retromencionado Dija Baiano, Marcelo e Rafael Pernão tratarão, além de produzir jogadas incisivas contra a defesa maranhense, impedir o volume de jogo pelas laterais do Sampaio. Bruno Barra e João Cleriston ficarão de olho nas subidas de Fernando Sobral.

No papel, teremos esquemas espelhados, mas não acreditamos que na prática isto persista por mais de meia hora. Em que pese se tratarem dos 90 primeiros minutos de uma decisão em 180, o ímpeto ofensivo de ambos lados deverá prevalecer e proporcionar uma partida bastante movimentada.

Evidentemente que o jogo é atrativo por si só, contudo, o desejo do Presidente da agremiação fluminense pelo comparecimento em massa do público foi além das palavras: houve promoção nos preços dos ingressos, no escopo de tornar o Raulino de Oliveira verdadeiro caldeirão como se viu no jogo do acesso para a Série C no ano passado.

Tudo isto dito, só nos resta a torcida para um grande jogo e mais que isso, para a manutenção da excelente campanha Tricolor neste certame, especialmente fora de casa. Que as labaredas da Usina da Companhia Siderúrgica Nacional (que tem sua sede no local do cotejo) acabem por forjar um Tubarão de Aço, abocanhando já de uma vez a vaga na Série B 2018.