* Por Isaac Bayma

É festa na capital maranhense! São Luis, a ilha do amor, comemora 405 anos de existência repleta de história, cultura e, claro, muitas alegrias e boas lembranças do futebol Maranhense.

Uma das grandes paixões do ludovicense, o esporte bretão tem em seu principal palco, o Castelão, que durante um bom tempo esteve de portas fechadas para reformas, teve sua abertura, justamente num 8 de setembro, de 2012, a sua triunfante reabertura, dando início ao novo ciclo do futebol maranhense no cenário nacional, após viver uma fase complicada no início dos anos 2000, capitaneada pelo Sampaio Corrêa em sua grande campanha na Série D daquele ano.

Outro palco importante da capital Maranhense, o Estádio Nhozinho Santos, também é cheio de histórias e momentos marcantes traçados dentro das quatro linhas, como parte das comemorações do aniversário da ilha rebelde. Uma das recordações mais recentes naquele local é a conquista do título maranhense de 2004, obtida pelo Moto Club de São Luís. Com dois gols do ídolo Jack Jone, o rubro negro bateu o rival Sampaio Corrêa por 2 a 1, conquistando mais um troféu pra galeria do papão do norte.

Alegrias e Decepção no mês de Setembro

Se o mês de setembro já é especial para os ludovicenses em função do aniversário da capital maranhense, o mês de setembro é historicamente especial para o futebol da ilha. Dois dos três grandes times da capital maranhense fazem aniversário neste mês em especial.

O Moto Club de São Luís, comemora, no próximo dia 13, 80 anos de fundação, junto de sua fanática torcida, e em meio a uma ferrenha briga para fugir do rebaixamento para a Série D deste ano.

Outro clube maranhense a comemorar aniversário neste mês é o Maranhão Atlético Clube. O Demolidor de Cartazes comemora 85 anos, no próximo dia 24, após uma histórica campanha na Série D, que findou ao ser derrotado pelo virtual campeão da competição, o Operário- PR, na disputa derradeira pelo acesso à Série C.

Já o Sampaio Corrêa, maior campeão maranhense, não tem do que se queixar do mês de setembro nesta década. Foi em setembro de 2012 que o Tubarão iniciou o ressurgimento do futebol maranhense para o cenário nacional ao bater o Mixto com dois empates e avançando com o gol fora de casa na partida de ida. O Tubarão conquistaria a Série D daquele ano. No ano seguinte, conquistaria o acesso a Série B.

Porém, nem tudo é alegria neste mês. Com um biênio repleto de conquistas, inclusive com a Série C de 1997 e a Copa Norte de 1998, o Sampaio Corrêa conquistou, de forma inédita, vaga para uma grande competição internacional: a Copa Conmebol ( que se equivale a atual Copa Sul Americana). Batidos o América -RN e o Desportes Quindio – COL, era a vez de tentar bater outro clube brasileiro para chegar a uma inédita final, o Santos Futebol Clube.

Surpreendentemente, o Tricolor maranhense conseguiu segurar o time comandado por Emerson Leão naquela oportunidade em plena Vila Belmiro por 0 a 0. Na volta, em São Luís, o Sampaio saiu na frente com Ivan, mas tomou a virada ainda no primeiro tempo. Sem forças pra reagir, a equipe maranhense acabou sucumbindo ao ímpeto ofensivo santista, que seria campeão daquela competição, com um decepcionante placar de 5×1, presenciado por 98 mil pessoas no Estádio Castelão, no dia 24 de setembro de 1998, recorde perpétuo de público daquele estádio já que sua capacidade foi reduzida para 40 mil pessoas desde 2012.

E é entre alegrias e tristezas que o futebol maranhense reverencia a ilha magnética..