Jogando no sábado (26), o Moto Club empatou em 1 a 1 contra o Clube do Remo, no Estádio Castelão. O resultado viria a se tornar muito ruim para o Papão do Norte, com a vitória do Confiança no dia seguinte. Vencendo o Botafogo da Paraíba em pleno estádio Almeidão, pelo placar de 2 a 1, o Dragão Proletário jogou a equipe rubro-negra de volta para a zona de rebaixamento após cinco rodadas.

Comandado hoje por Marcinho Guerreiro, o Moto ainda sofre as consequências de não manter continuidade com seus treinadores. Antes de ser efetivado como treinador do Moto, Marcinho esteve à frente do time por duas oportunidades, após as demissões de Ruy Scarpino – técnico do acesso à Série C – e Marcelo Vilar. Scarpino, Vilar e Leston, aliás, não chegaram a comandar o time por 10 jogos.

Os treinadores de 2017

Scarpino, após as péssimas partidas logo no início da temporada, não aguentou mais de 6 partidas no cargo do clube, com 1 vitória (Americano), 1 empate (Altos) e 4 derrotas (Cordino, pelo Maranhense, Fortaleza e Bahia, pela Copa do Nordeste, e São Paulo, pela Copa do Brasil). Bem abaixo do seu rendimento na Série D de 2016, não deu o padrão tático esperado após todas as contratações e foi fatalmente demitido, com aproveitamento de 22,22%. Marcinho Guerreiro assumira o posto contra o MAC, pelo estadual, de forma interina.

Após a boa vitória de Marcinho contra o Maranhão, Marcelo Vilar foi anunciado pelo comando do Moto Club. Vindo de bom retrospecto pelo Ferroviário, não repetiu o sucesso anterior e só aguentou 7 jogos. Começou razoavelmente bem, com 2 empates (Cordino e Fortaleza) e 1 vitória (Americano novamente), mas a sequência de 4 derrotas (Bahia e Altos, pela Copa do Nordeste, MAC e São José, pelo estadual) e o aproveitamento de apenas 23,81% dos pontos disputados foi o estopim para mais uma mudança técnica.

Marcinho foi novamente acionado como interino, dessa vez por 4 jogos. Venceu contra Imperatriz e Santa Quitéria. Apesar de perder para o Sampaio Corrêa na última rodada, classificou o time para a (polêmica) semifinal do 2º Turno do Maranhense na liderança do grupo A, onde houve o fatídico empate em 2 a 2, culminando na eliminação do Papão do Norte. A essa altura, Marcinho já havia sido efetivado como treinador, mas a diretoria do Moto optou por trazer Leston Junior para a Série C. Assim, Marcinho era rebaixado novamente à condição de auxiliar, apesar do bom retrospecto até então.

Leston sentiu as dificuldades do novo clube que treinava. Alegando diversos problemas estruturais, além da falta de resultados e pagamentos, o treinador pediu demissão de forma precoce, após 8 jogos, com 2 empates (ASA e Botafogo-PB) e 5 derrotas (Sampaio Corrêa, Salgueiro, CSA, Remo e Cuiabá) e apenas 1 vitória (Confiança), aproveitamento de 20,83% e deixando o time na vice lanterna da competição.

O Moto, então, lança mão de sua carta curinga, colocando novamente Marcinho Guerreiro no comando do Papão. Pela terceira vez na temporada, ficaria com ele a função de treinar o time. Naturalmente, ficaria até a chegada de um novo treinador. Sem dinheiro no Moto e com poucas opções no mercado, a chance do interino virar titular era grande. Nos 8 jogos da terceira passagem no comando do time, foram 3 vitórias, 3 empates e 2 derrotas.  Um bom aproveitamento de 50%, mas não tirou as chances de rebaixamento do clube.

E qual o problema?

Com tão poucos jogos no comando, ainda falta muito para o Moto ser organizado taticamente. O problema é que faltam apenas 2 jogos para o fim da fase de grupos da Série C, contra dois adversários fortíssimos. O Cuiabá, adversário do próximo sábado, é um dos clubes do grupo A que melhor se posta em campo. Com boas chances de classificação, empatado com o Remo, atual quarto colocado, o Cuiabá deve dificultar muito o ataque do Papão. É o único clube invicto fora de casa, com 7 empates e 1 vitória. Já o Fortaleza é o terceiro colocado, com 24 pontos e, apesar de não estar se apresentando bem nas últimas partidas, tem jogadores muito melhores. É torcer para Marcinho conseguir aumentar ao máximo o seu rendimento  – até o momento da matéria, era de 56,41% no total -, ou a queda será inevitável.

Confira o aproveitamento dos treinadores do Moto Club na temporada:

TÉCNICO J V E D AP. (%)
Ruy Scarpino 6 1 1 4 22,22
Marcelo Vilar 7 1 2 4 23,81
Leston Junior 8 1 2 5 20,83
Marcinho Guerreiro (1ª passagem) 1 1 0 0 100,00
Marcinho Guerreiro (2ª passagem) 4 2 1 1 58,33
Marcinho Guerreiro (3ª passagem) 8 3 3 2 50,00
Marcinho Guerreiro (total) 13 6 4 3 56,41