Adversário do MAC no confronto que vale uma das quatro vagas na Série C de 2018, o time do Operário-PR apresenta características interessantes na Série D. Em um comparativo com o MAC pode colocar os dois times como antíteses do futebol praticado. Enquanto o time atleticano tende a um jogo direto e de velocidade, os paranaenses gostam da bola e, até nos contra-ataques, tendem a sair trocando passes.

Para ter chances de garantir o acesso, o lateral-esquerdo Chico Bala e o zagueiro Ramon deverão ter boas atuações com a camisa atleticana. Isso porque seis dos 11 gols do Fantasma aconteceram saindo da faixa central para a direita.

O atacante Diego Quirino, que pode ser qualificado como um falso 9, é o artilheiro da equipe exatamente por isso. Quando não dá o passe para o gol, se posiciona na direita para receber a bola e invadir a área. Para se precaver defensivamente, o time paranaense não costuma contar com o apoio dos laterais no ataque.

Para anular Diego Quirino, uma boa atuação da dupla de volantes na faixa central, aliada com uma boa postura defensiva de Chico Bala, podem ser a receita para o time atleticano. Mas para garantir uma vitória é necessário fazer gols. E aí, o jogo vira a favor de Ruy Scarpino.

Adepto de times com uma boa bola parada ofensiva, o treinador poderá voltar a potencializar essa característica diante do Operário-PR. Além de três gols de pênaltis, o time atleticano balançou a rede em outras três ocasiões após cobranças de falta. Esse é um dos principais pontos fracos da equipe paranaense.

Dos seis gols sofridos em toda a Série D, três ocorreram após cobranças de escanteio, incluindo uma falha defensiva. Com Ramon e Naoh surgindo como forças na bola aérea ofensiva, esse pode ser o principal caminho para o MAC buscar o acesso.

A definição de quem tem a melhor estratégia começará no próximo domingo, com o primeiro jogo das quartas de final e a partida de volta no dia 14. Quem for mais efetivo, será premiado com o acesso para a Série C de 2018.

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